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  • Foto do escritorLuan Radney

Pink Floyd pode ter papel fundamental em tecnologia que ajuda pessoas a recuperarem a fala



Um novo estudo publicado nesta terça-feira (15) na PLOS Biology analisou dados de 29 pessoas que ouviram o clássico “Another Brick in the Wall, Part 1”, do Pink Floyd, durante uma cirurgia cerebral com monitoramento para evitar ataques epiléticos.


Como informou a Rolling Stone, a ideia dos neurocientistas era interpretar os sinais elétricos do cérebro dos pacientes e, enquanto eles ouviam a faixa presente no cultuado disco The Wall (1979), eletrodos colocados na superfície de seus cérebros registravam a atividade elétrica de várias regiões cerebrais sintonizadas com elementos musicais.



Segundo o site Tenho Mais Discos Que Amigos, os pesquisadores, então, foram capazes de treinar um modelo de inteligência artificial para decodificar os dados para reproduzir os sons da famosa canção. Embora distorcida, a melodia reconstruída era reconhecível para os participantes e algumas palavras como “all” (“tudo”), “was” (“era”) e “just a brick” (“apenas um tijolo”) foram capturadas, de acordo com a pesquisa.


A tecnologia, mesmo que ainda em seus estágios iniciais, pode dar uma nova chance para pessoas que perderam a capacidade de falar, seja por causa de um derrame ou outra lesão cerebral. À Scientific American, Robert Knight, neurocientista cognitivo da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, explicou:

Em vez de dizer roboticamente: ‘Eu. Amo. Você’, [a pessoa poderá] gritar, ‘Eu te amo!’.


A ciência opera milagres e, com uma ajudinha do Pink Floyd, a coisa fica melhor ainda!


Estudo de neurocientistas utiliza clássico do Pink Floyd para estimular fala


Quando perguntado por que a equipe escolheu o sucesso do Pink Floyd para a pesquisa inovadora, o principal autor do estudo, Ludovic Bellier, disse que a estrutura e a complexidade da faixa — que, vale ressaltar, não é a parte mais famosa da série “Another Brick in the Wall” — foi determinante:

A razão científica, que mencionamos no artigo, é que a música tem muitas camadas. Traz acordes complexos, instrumentos diferentes e ritmos diversos que a tornam interessante de analisar.


O neurocientista cognitivo ainda brincou ao acrescentar:

A razão menos científica pode ser que simplesmente gostamos do Pink Floyd.

Que o estudo ajude muitas pessoas a recuperarem sua comunicação no mundo, né? Aproveite e relembre “Another Brick in the Wall, Part 1” mais abaixo.


Roger Waters no Brasil


Vale lembrar que o lendário baixista do Pink Floyd, Roger Waters, retornará ao Brasil em Outubro para se apresentar em Brasília (24/10), Rio de Janeiro (28/10), Porto Alegre (01/11), Curitiba (04/11), Belo Horizonte (08/11) e São Paulo (11 e 12/11).







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