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  • Foto do escritorLuan Radney

Paul Stanley se retrata após comentários considerados transfóbicos

Atualizado: 5 de mai. de 2023



Músico causou polêmica ao se manifestar sobre o emprego de tratamentos e uso da linguagem neutra.


Quatro dias após fazer um post abordando a questão da identidade trans, Paul Stanley voltou ao Twitter para tentar se retratar. O vocalista e guitarrista do Kiss havia ponderado sobre a ideia de que algumas crianças estão sendo confundidas sobre gênero e o básico da língua inglesa em nome da “aceitação”.


Na ocasião em que o músico de 71 anos abordou o tema, a pauta era discutida por políticos em vários estados americanos tentando restringir a capacidade das pessoas trans de buscar tratamentos médicos de afirmação de gênero. Em alguns, como Geórgia e Tennessee, as proibições para menores já foram decretadas no primeiro trimestre de 2023.




O novo manifesto visa colocar panos quentes sobre a declaração original, que causou polêmica e respingou até mesmo em apoiadores, como o vocalista Dee Snider (Twisted Sister), que teve sua participação na San Francisco Pride cancelada.

“Enquanto meus pensamentos eram claros, minhas palavras claramente não foram. Mais importante e acima de tudo, apoio aqueles que lutam com sua identidade sexual enquanto suportam hostilidade constante e aqueles cujo caminho os leva à cirurgia de redesignação. É difícil imaginar o tipo de convicção que alguém deve ter para dar esses passos. Um parágrafo ou dois são curtos demais para explicar de forma completa meus pensamentos ou ponto de vista, então, vou deixar isso para outro momento ou lugar.”


O post original, publicado no último domingo (30), dizia:


“Meus pensamentos sobre o que estou vendo
Existe uma GRANDE diferença entre ensinar aceitação e normalizar e até mesmo encorajar a participação em um estilo de vida que confunde crianças pequenas a questionar sua identificação sexual como se fosse algum tipo de jogo e, em alguns casos, os pais permitem isso.
Existem indivíduos que, como adultos, podem decidir que a reatribuição é a escolha necessária, mas transformar isso em um jogo ou os pais normalizando isso como algum tipo de alternativa natural ou acreditando que porque um menino gosta de brincar de se vestir com as roupas de sua irmã ou uma menina em do irmão dela, devemos conduzi-los passos adiante por um caminho que está longe da inocência do que eles estão fazendo.
Com muitas crianças que não têm nenhum senso real de sexualidade ou experiências sexuais envolvidas na ‘diversão’ de usar pronomes e dizer o que se identificam, alguns adultos confundem erroneamente ensinar aceitação com normalizar e encorajar uma situação que tem sido uma luta para aqueles verdadeiramente afetados e o transformaram em uma triste e perigosa moda.”


Vários seguidores tiveram uma forte reação ao post. Entre eles, o guitarrista do The Offspring, Kevin “Noodles” Wasserman, que escreveu:

“Esta é uma visão muito decepcionante, especialmente de alguém que usou salto alto, maquiagem e cabelo extravagante durante toda a carreira. Quando criança, sua banda ajudou a me ensinar que eu poderia ser o que eu quisesse. Acho que era apenas um truque, no fim das contas #thatsashame.”

Alguns usuários atentaram para o fato de o Kiss ser, basicamente, uma banda que afrontou os conceitos de gênero com suas fantasias e maquiagens. Outros, ironizaram a preocupação de Paul com crianças ao citar a letra de “Christine Sixteen”, composição de Gene Simmons cuja letra fala sobre um homem apaixonado por uma menor de idade.





Em 2021, cerca de 42 mil crianças e adolescentes nos Estados Unidos receberam diagnóstico de disforia de gênero, quase o triplo do número de 2017, segundo dados compilados para a agência de notícias Reuters. Ela é definida como o sofrimento causado por uma discrepância entre a identidade de uma pessoa e aquela que lhe foi atribuída no nascimento.


Transgênero é um termo amplo para pessoas cuja “identidade, expressão de gênero ou comportamento não está de acordo com aquele tipicamente associado ao sexo ao qual foram atribuídos no nascimento”, de acordo com a American Psychological Association (APA).




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