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  • Foto do escritorLuan Radney

“Escrevi sangrando”: Pitty celebra o disco “Setevidas”, prestes a completar 10 anos


Pitty-SeteVidas- Divulgação


Em 2014, Pitty quebrou um hiato de cinco anos sem músicas inéditas em carreira solo quando decidiu escrever sobre seu “dolorido processo de superação”, tema das pesadas e poderosas músicas do disco Setevidas.


O álbum foi eleito um dos melhores do ano por diversos veículos brasileiros e ainda entrou no Top 200 de países como Estados Unidos, Espanha e Argentina. É dele que vieram os sucessos “Serpente”, “Um Leão” e “Pequena Morte”, além da faixa-título.


Apesar do som cru que Pitty definiu na época como “garageiro, mas com uma elegância”, Setevidas é bem mais melancólico que o antecessor Chiaroscuro (2009) e até do que os EPs que a cantora lançou em 2011 e 2012 com o projeto Agridoce, ao lado de Martin Mendonça.


Acontece que, em 2013, a artista baiana precisou enfrentar o luto pelo companheiro Peu Sousa, guitarrista com quem tocou no início da carreira, e outro forte baque após uma briga judicial contra seu ex-baixista Joe.


Pitty relembra o álbum Setevidas


Quase 10 anos depois desse período turbulento, Pitty falou sobre o álbum Setevidas nesta terça-feira (6) ao responder um fã no Twitter, que destacou como o trabalho ainda funciona muito bem em 2023 (veja os posts mais abaixo):

Coloquei minha camiseta surrada do Setevidas e fui treinar. Incrível como esse disco envelheceu bem, atual demais, dialoga com a vida adulta como nenhum outro. A obra toda da Pitty é atemporal, né? Igual a vinho.

A cantora respondeu ao post dizendo que o disco também é muito significativo para ela pessoalmente, e lembrou o processo de gravação diferente que vamos detalhar mais adiante nesta matéria:

Esse disco é muito significativo pra mim. Escrevi sangrando; foi uma cura para um ano em que eu ‘morri’ real algumas vezes. Fora o som dele… tudo gravado ao vivo, com uma mix foda de Tim Palmer e master pelo Sterling Sound. Finesse visceral.

Continua após o post




Pitty trabalhou com engenheiro de som de David Bowie


Como todos os discos de Pitty, Setevidas foi produzido por Rafael Ramos, mas a dupla optou por um processo de gravação diferente lá em 2014. A cantora só foi ao estúdio quando as dez músicas estavam fechadas e pré-produzidas. Os músicos, então, gravaram as faixas juntos e ao vivo.


Depois Pitty viajou ao Texas, nos Estados Unidos, para mixar o disco com Tim Palmer, que já trabalhou com nomes como David Bowie, Ozzy Osbourne e Pearl Jam. Já a masterização foi feita em Nova York, no lendário estúdio Sterling Sound.


Relembre abaixo o videoclipe da pedrada “Um Leão”, e clique aqui para ouvir o disco Setevidas completo. Nunca é demais reverenciar esse clássico do Rock nacional!




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