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  • Foto do escritorLuan Radney

Brasileira corrobora relato de irlandesa que acusa Till Lindemann de dopá-la

Como no caso de Shelby Lynn, Monique Tavares recebeu drink descrito como suspeito e relatou comportamentos estranhos por parte do vocalista do Rammstein



Na última semana, uma mulher irlandesa acusou Till Lindemann, vocalista do Rammstein, e sua equipe de tentarem dopá-la para cometer abuso. Com a repercussão do caso, a própria banda emitiu uma nota, negando tais atitudes. Ainda assim, um novo relato, desta vez de uma brasileira, mostra semelhanças com a queixa inicial de Shelby Lynn.


Monique Tavares, dona do canal Rock Channel Brasil, relatou em vídeo que viveu uma situação parecida envolvendo Lindemann em 2019, após um show em Roterdão, nos Países Baixos. Segundo ela, os produtores do Rammstein “escolhem a dedo” mulheres para irem às after-parties depois das apresentações — situação que contou ter testemunhado inclusive no Brasil, durante o Maximus Festival, na cidade de São Paulo, em 2017.





Como recebeu uma pulseira para a festa mencionada em Roterdão, Monique decidiu marcar presença com a esperança de conhecer o grupo. Ao chegar no local, deparou-se com muitas opções de bebidas e comidas e percebeu somente a presença de mulheres, descritas como, em sua maioria, “jovens e bonitas”.


Devido ao cansaço, chamou o produtor da banda e comentou que gostaria de ir embora, já que ainda precisava pegar um trem para Amsterdã. O profissional teria negado o pedido de Monique e dito então que a levaria para o backstage do evento. Enquanto dirigia-se à tal área, vivenciou uma situação “de alerta”, em suas palavras.

“No meio do caminho encontrei uma pessoa que trabalha com o Rammstein [na engenharia de luz], que eu tinha conhecido aqui em São Paulo, e ele me segurou e falou: ‘o que você está fazendo aqui?’. Aquilo foi um pouco impressionante pela reação dele, porque ele virou para mim e disse: ‘qualquer coisa você me manda mensagem, eu tô aqui, vou te buscar’.”



No fim das contas, Monique parou no camarim de Till Lindemann, onde já tinham três mulheres na faixa dos “40, 50 anos”. A brasileira conta que ao vê-la, o cantor, que estava se maquiando, perguntou o que ela gostaria de beber e iniciou uma conversa. Ocorria “tudo bem” até a chegada de um produtor com duas bebidas já preparadas.

“Veio um produtor, ele viu que eu estava sentada ali com ele no mesmo sofá, tomando champanhe, e trouxe dois drinks prontos, separados, um para ele e um para mim. E eu fiquei com vergonha de falar ‘não’.”

Logo quando terminou de beber, Monique passou mal e precisou ser levada ao banheiro. Enquanto “colocava o líquido para fora”, o produtor a esperou na porta. Além do vômito, a brasileira sentiu uma sonolência fora do comum — que continuou por um certo período de tempo.

“Comecei a ficar sonolenta ao ponto de chegar e dar uma cochilada no sofá. Logo depois disso, virou uma chave no Till, que começou a gritar: ‘Onde estão as mulheres? Me tragam mais mulheres’ e começaram a trazer mais mulheres, elas meio que se amontoaram nele e eu saí de perto.”



Diante desse contexto, Tavares se sentiu desconfortável e pediu para ir embora. Mais uma vez, teve a solicitação negada de início.

“Eu não me senti bem nessa posição que ele estava colocando as mulheres, então comecei a ser ríspida depois disso. […] Estava chateada e ficava pedindo para ir embora e não me deixavam, falavam: ‘você não pode ir agora, espera mais um pouquinho’. Depois ele [Till] selecionou algumas meninas ali, no caso do que eu assisti, ele não quis levar as mulheres dos 40 ao 50 anos, ele levou as meninas que estavam em cima dele naquele momento, que estavam dando mais atenção a ele. Depois disso, eu fui liberada para ir embora. Não sei o que aconteceu depois que eles saíram.”


O caso de Shelby Lynn


Ao saber do caso de Shelby Lynn, Monique Tavares percebeu vários pontos em comum com a sua experiência — incluindo o comportamento de Till Lindemann perante às mulheres e os “drinks estranhos”.


Pelas redes sociais, a irlandesa afirma ter conseguido um lugar na lista de convidados da pré e pós-festa do Rammstein em Vilnius, capital da Lituânia, através de um contato. De acordo com a fã, bebidas foram distribuídas inclusive pelo próprio Lindemann, que também se misturou com as mulheres. Ela diz ter sido convidada para um encontro pessoal com o vocalista durante uma pequena pausa no show, com a intenção de ter relações sexuais com ele. Com a alegada recusa por parte da moça, o artista teria se comportado de forma agressiva.




Vídeos mostram que no retorno para o show, Shelby Lynn demonstrou ter uma piora na saúde, ficando sonolenta e apenas conseguindo balbuciar as músicas. Na manhã seguinte, ela acordou com vários hematomas por todo o corpo. Por muitas horas após a apresentação, a mulher relatou ter lidado com sintomas como insônia, taquicardia, diarreia, náuseas e calafrios, até que pediu ajuda médica e policial, registrando queixa.





Ainda não foi esclarecido se o relato da jovem (presente na íntegra em publicações no Twitter e na seção de destaques do Instagram) procede, bem como a origem dos hematomas. Porém, outras mulheres compartilharam experiências semelhantes em shows do Rammstein, não apenas da atual turnê, na seção de comentários desta publicação e de outras nos perfis de Shelby. Há ainda relatos nas redes sociais Reddit e Tumblr apontando para uma suposta seleção de fãs para ficarem bem na frente do palco durante os shows e sendo dopadas em festas posteriores.


O posicionamento do Rammstein


Em curta nota nas redes sociais, o Rammstein negou as acusações e declarou desconhecer uma investigação oficial a respeito:

“No que diz respeito às alegações que circulam na internet sobre Vilnius, podemos descartar a possibilidade de que o que está sendo reivindicado tenha ocorrido em nosso ambiente. Não temos conhecimento de nenhuma investigação oficial sobre esse assunto.”






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