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Simone Simons, do Epica, sobre inteligência artificial na música: “Não tem alma”


Simone Simons opina sobre a IA. Crédito: Reprodução/Facebook/Tim Tronckoe

Simone Simons, vocalista do Epica, refletiu sobre a questão do uso de inteligência artificial na música diante do avanço do uso de IA em diversos segmentos.


Durante entrevista com EMP (via Blabbermouth), a cantora confessou que o tema é discutido pela banda e em grupos de amigos, mas Simone tenta “não enlouquecer” e aprender aos poucos. “Nós conversamos sobre isso entre nós nos bastidores com nossos colegas e outras pessoas criativas. Alguns têm preocupações maiores do que outros. Eu mesmo tento me adaptar da melhor maneira que posso. Quer dizer, você não pode impedi-lo de qualquer maneira, e acho que devemos tentar usá-lo a nosso favor, da maneira que pudermos”, disse.



Segundo o site Wikimetal. apesar de aceitar essa mudança tecnológica, Simone Simons tem uma opinião bem definida quando o assunto é o uso de inteligência artificial para criar músicas. Um exemplo foi quando um integrante da equipe do Epica fez uma versão da música “Abyss Of Time” na voz da cantora Pink com uma ferramenta de IA. “A princípio eu nem reconheci que era Epica. E depois pensei, ‘ah, é a voz da Pink’, mas ainda assim, você percebe que não há alma, ainda soa artificial. Você não pode fingir a emoção, eu acho”, observou. “Acho que, no final das contas, os seres humanos precisam de outros seres humanos e a arte precisa ser criada por carne e sangue de verdade”.


Um dos usos que Simone considera mais aceitável para implementar inteligência artificial na música é para a composição de letras. “Mas, sim, para escrever letras, é algo diferente. Aí, com certeza, você provavelmente pode trapacear. Mas para mim, uma das coisas boas, claro, além de cantar, é também escrever letras. Até agora, sempre que escrevi letras, usei um dicionário de sinônimos ou o RhymeZone [dicionário de rimas e sinônimos], que já é de certa forma uma pequena trapaça, eu suponho. Mas minhas letras ainda vêm da minha mente estranha”, pontuou.







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