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  • Foto do escritorLuan Radney

Gravadora pede medidas para evitar músicas feitas por IA



Assunto ainda requer regulamentações, mas o Universal Music Group já tem feito movimentos e alerta à indústria e a empresas como o Spotify e a Apple.


O aumento de músicas e composições geradas por inteligência artificial recentemente tem despertado preocupação em setores da indústria musical. O Universal Music Group (UMG), que trabalha com grandes artistas como The Weeknd, Taylor Swift, Drake e Lady Gaga, agora tem um novo desafio que é protegê-los de serem alvo disso.


Segundo o Financial Times (via CNN), o grupo, que controla um terço do mercado de música global, teria solicitado aos principais streamings como Spotify e Apple Music que tomem providências para bloquear que inteligências artificiais tenham acesso aos conteúdos de seus clientes para que não venham a ser copiados.


"Não hesitaremos em tomar medidas para proteger nossos direitos, bem como o de nossos artistas", teria dito um dos e-mails enviados pela UMG às plataformas, relata a publicação.


É de responsabilidade comercial da gravadora evitar que seus artistas sejam prejudicados pelo uso não permitido de suas mixagens, letra e melodia. Uma fonte próxima ao caso, consultada pelo Financial Times, teria dito que a preocupação vem do fato de que as ferramentas de inteligência artificial são treinadas a partir da propriedade intelectual de artistas populares:


"Grande parte [das inteligências artificiais] são treinadas em músicas populares. Você poderia dizer: componha uma música que tem a letra como as de Taylor Swift, mas vocais no estilo de Bruno Mars e a temática de Harry Styles. O resultado que obtém sobre isso é derivado do fato das IAs serem treinadas sobre a propriedade intelectual dos artistas."

O UMP alega que a I.A é uma forte ameaça à indústria musical. Uma vez que há possibilidade de desandar com este mercado, que envolve bilhões de dólares em receita todos os anos, além do trabalho artístico dos músicos.


Músicas geradas por IA Recentemente, a indústria tem experimentado uma invasão de composições geradas a partir de serviços de Inteligência Artificial. Como o hipotético álbum perdido do Oasis com músicas que o grupo "poderia" ter lançado se não tivesse acabado em 2009. Surgiu também uma página no YouTube que publica versões recriadas por IA onde aplicam a voz de Kanye West em músicas do The Weeknd, por exemplo, que faz parte do UMG.



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